Brincadeiras na piscina: dicas, benefícios e cuidados no verão

Brincadeiras na piscina: dicas, benefícios e cuidados no verão

Muito além de refrescar e distrair durante o calor e a pandemia, atividades, quando planejadas, ajudam no desenvolvimento da criança e a estreitar laços afetivos. Veja sete sugestões

O verão chegou para valer, mas a pandemia de Covid-19 ainda exige que se mantenha o distanciamento social. Uma atividade que sempre entra na programação das crianças é brincar na água, seja na piscina, com uma mangueira ou até mesmo no chuveiro. Quem tem piscina em casa pode organizar brincadeiras que favorecem o desenvolvimento dos filhos, proporcionam estímulo físico e bem-estar e ajudam a extravasar a energia da criançada nesse momento de isolamento. E os pequenos não são os únicos que se beneficiam. Quando os pais se envolvem na brincadeira, também podem incluir mais movimento no seu dia a dia e, mais do que isso, fortalecem o vínculo com os filhos. Para ajudar a programar atividades na piscina e garantir que sejam realizadas com segurança, o EU Atleta conversou com a profissional de Educação Física Jacqueline Mendonça. Proprietária de escola de natação, ela fala sobre benefícios e cuidados necessários para que esse momento em família não seja interrompido por causa de acidentes e ainda dá dicas de brincadeiras para ajudar a inspirar os pais.

Jacqueline Mendonça explica que atividades lúdicas na piscina favorecem o desenvolvimento psicomotor dos pequenos. Fora que, como requer que façam um estímulo físico, contribui para que se sintam melhor no restante do dia, favorecendo até a melhora do sono e da alimentação. No entanto, para que haja esses benefícios, o ideal é que essas brincadeiras sejam programadas. Não adianta deixar as crianças livres para brincar como bem entenderem e sair para fazer outra coisa, o que além de tudo é um risco à segurança delas. É importante que os pais definam horários, planejem atividades e competições que contem com regras bem estabelecidas e supervisionem e participem. Afinal, para o jogo ficar completo, os adultos não só podem como devem entrar na brincadeira.

– Considerando a pandemia, brincar na piscina ajudará no que os pais esperam: a baixar a pressão das crianças dentro de casa. Na piscina, quando orientadas e estimuladas, elas conseguem extravasar muito, de forma que se sentem melhor e comem e dormem melhor também. Mas os pais devem participar, entrando na água, marcando pontos e brincando. Essas atividades lúdicas são muito importantes não só para a parte cognitiva e psicomotora. O benefício físico é óbvio, pelo estímulo da atividade em si, mas penso mais na questão afetiva. É muito importante quando os pais se envolvem na brincadeira. O filho faz tudo para agradar o pai e a mãe e também espera atenção e elogios. A criança gastará energia e, como ficará feliz porque os pais estão participando, vai querer brincar todos os dias. Isso vai fortalecer o vínculo entre pais e filhos – reforça a profissional de Educação Física, destacando que os pais também se beneficiam fisicamente do exercício realizado na piscina. – Dentro da água não há uma perda motora. Mas eles também sairão moídos da piscina. A atividade também será muito boa para os pais, que podem programar um tempinho durante a semana e, assim, evitar ficar muito tempo sentados.

Ao falar que é preciso que as brincadeiras sejam planejadas e regradas, parece até que essa programação é algo complexo e trabalhoso. Nada disso. Jacqueline argumenta que com ideias simples e alguns materiais de apoio que se tem em casa ou podem ser facilmente adquiridos dá para elaborar uma variedade de atividades. Com uma bola e uma corda estendida atravessando a piscina, tem-se a estrutura necessária para realizar um jogo de voleibol, quando as crianças são um pouco maiores. Já ao recorrer às boias no formato de macarrão, é possível fazer uma competição em que os filhos carregam os pais de um lado ao outro.

A profissional de Educação Física enfatiza que os responsáveis devem estar por perto enquanto os filhos estiverem na piscina. Não se pode criar a brincadeira, explicar as regras, que devem incluir também medidas de segurança, como não mergulhar ou pular na piscina, e deixá-los sozinhos sem supervisão. É fundamental que o pai e/ou a mãe também participem dos jogos para a atividade ser mais divertida, mas também para evitar acidentes.

– É preciso pensar que, na piscina, tudo pode acontecer. E acontece mesmo – alerta Jacqueline.